CAPA v1440

Ensino à Distância

 

ZOOM, TEAMS, WEBEX, PREZI, CANVA, JAMBOARD, PADLET, MENTIMETER, KAHOOT…estas são as novas terminologias do Ensino que se impõe atual.

Mas estaremos no caminho certo para promover o ensino de qualidade?

 

Vivemos o tempo da Profissão Fusão, ou o tempo da fusão de profissões. Porque um formador precisa de ser um bom professor e um professor de hoje tem de aprender a ser formador, para além de ser um bom psicólogo e um psicólogo tem de aprender a ser um bom padre ou orientador espiritual e para além disso todos eles têm de ser Super Homens ou Super Mulheres.

Este fundir de operações é urgente para se poder alcançar o aluno na sua plenitude. Podemos cair na tentação de criar um espaço frenético de layouts e jogos muito interessantes e motivadores, mas que podem cair no vazio de serem isso e apenas isso mesmo, jogos.

Podemos criar inúmeras formas de avaliar e controlar o trabalho à distância, mas o verdadeiro produto do ensino vem no final do ano ou no final da formação: os alunos são ou não aprovados? São ou não ensinados? Aprendem ou não aprendem a fazer, a ser, a estar. Portanto o produto é a evolução.

 

Os professores queixam-se de que perdem horas em reuniões cujo objetivo não é mais do que o controlo do seu teletrabalho. Os professores queixam-se do absentismo, queixam-se da falta de recursos dos alunos e queixam-se sobretudo da falta de formação ou de preparação para a digitalização. Mas queixam-se mais ainda da falta de tempo, é que leva muito mais tempo a transformação de todos os conteúdos a lecionar em material digital e sobretudo moderno.

Sempre fomos pioneiros e com certeza ultrapassaremos estes obstáculos que não são mais que ferramentas do nosso trabalho, agora quanto aos nossos alunos, ultrapassarão eles a grande barreira da distância que lhes impomos?

Podemos cair na competição de quem é o professor mais ataviado de novas tecnologias para a prática de ensino, mas não vamos nunca conseguir ultrapassar a barreira da distância se nos esquecermos dos grandes pilares fundadores da aprendizagem: a relação humana e a palavra.

Assim, quando organizamos o dia do aluno Rui, criamos momentos síncronos e assíncronos: momentos em que está acompanhado na nova sala de aula: O MEET e momentos em que está a trabalhar de forma autónoma. Criamos no seu quadro de tarefas momentos de lazer, de desporto, de cuidados básicos, de chats com os amigos e de tempo com a família.

Vivemos tempos de exílio nunca antes por nós sentidos, seja no trabalho ou na escola, a partilha de emoções é essencial. E era aqui que gostaríamos de chegar neste texto: em todo o quadro de tarefas do RUI é urgente criar o espaço da palavra.

É importantíssimo que o RUI tenha um lugar de relação humana dentro do espaço digital. E, o seu formador ou professor, é quem tem a relação de disponibilidade temporal mais favorável para o fazer. É o grande privilegiado do seu tempo.

Como se coloca em prática esta palavra: um MEET privado ou uma espécie de confessionário sem a presença da censura. É que um professor não é um amigo nem um pai. É um professor, um formador, um psicólogo, um guia, um mestre, uma referência para a promoção do crescimento pessoal e da autonomia do seu carácter. Mas não é igual a si. É diferente e por isso tem um super poder muito útil na aprendizagem: o conhecimento, humano e técnico.

Então, dentro deste espaço síncrono em que estamos conectados através de uma câmara e um microfone, é preciso que se encontre espaço para a partilha privada do aluno. Pelo menos uma vez por semana pois já não diria conseguir alcançar-se todos os alunos todos os dias em registo síncrono privado.

E perguntam-se os mais atarefados? Onde vamos nós buscar tempo para mais essas horas, essas sessões? A nossa gestão de tempo deve ter em conta o nosso objetivo: o objetivo do professor deve em primeira instância ser o do ensino eficiente. E um aluno que estabeleceu uma boa relação com o seu professor consegue resultados mais eficazes no final do ano, todos sabemos disto.

Então como se organiza uma sessão privada no nosso pequeno confessionário de Afetos?

Nós sabemos e sobretudo se se trata de adolescentes que a pergunta “Como estás?” ou “Como é que vão as coisas?” não costuma surtir efeito algum para além de algum grunhido ou esgar de indiferença. Daí que lá vem outra vez e como sempre a técnica do Funil. Este objeto é de uma agudez fenomenal e de utilidade extrema na relação humana, muito mais do que na cozinha, e até mesmo na cozinha ele não perdeu nunca a sua funcionalidade nem foi substituído.

Um jovem é uma amalgama oceânica de sentimentos confusos que convergem e se empurram dentro de uma cabeça ainda frágil e de um corpo em mudança. Quem não foi já adolescente? A mim pessoalmente irritava-me profundamente perguntarem-me: O que é que tens? A resposta do nada, diz tudo não é verdade?

Então para voltar ao funil, aqui ao contrário de um diagnóstico para o Atendimento e virado para a resolução de conflitos, devemos ser diretos, perguntando por coisas primeiramente simples e de resposta fechada: sim ou não é melhor que nada.

Preciso de saber se tens dificuldade aqui, para poder adaptar o currículo ali. E sim, cada aluno progride ao seu ritmo, podemos avançar no programa pois é a sua exigência desse carácter assim definida, mas não nos vamos iludir, para trás ficam sempre muitos. É impossível adaptar cada aula a todos os alunos e é impossível adaptar uma só aula a todos os alunos ao mesmo tempo?

Podemos escalar objetivos e quantificar metas para um mesmo exercício, mas não é do zero que se deve partir. Deve-se partir do 1. Porque quem começa o trabalho já fez algo, por muito pouco que diga, já investiu algo de si nele. Então o aluno tem uma grelha de observação para a sua evolução, nela pode verificar quantos passos lhe faltam para chegar onde pretende chegar. Esta grelha, é a base do nosso inventário para nesse espaço privado iniciar a conversa.

Obviamente que estamos interessados em resultados, mas esta sessão é muito mais que isso: nós queremos entrar dentro do espaço privado, dentro da Pessoa Aluno. E ninguém entra à bruta dentro de ninguém. E também não vale a pena pedir permissão pois o adolescente nunca a dará, então entramos devagar com questões técnicas muito simples e com os pés do diálogo assentes nessa tal grelha.

No nosso local de trabalho, somos avaliados, grelhas de progressão ou de objetivos mensais ou semanais, mas não há tempo para conversar sobre isso, se estamos ou não satisfeitos, se estão ou não satisfeitos: números, é preciso aferir números no final do mês. Pois bem, a Escola não é uma Empresa, e se o for (porque na verdade até o é), mas vamos ignorá-lo por momentos: o nosso foco é o Bem Estar do Aluno à Distância.

Estas e outras dicas, valem o que valem, mas de nada valerão se não soubermos conversar. Ter tempo para conversar, nem que seja sobre o tempo.

 

Olá Boa tarde, o meu nome é Joana e eu sou a formadora que vos acompanhou nestes últimos momentos, Obrigado pela vossa atenção, estarei disponível para questões.

 

 


 

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Escrito por Joana Santiago, Consultora InPar

 

 

 

 

 

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